Valorizando o design

Num post anterior falei sobre a Paralela Gift, feira de design que começa nesta sexta no Complexo Ohtake, aqui em São Paulo.
O evento está na sua 13a edição e é organizado pela curadora Marisa Ota, que faz uma extensa pesquisa até descobrir quem de mais relevante há neste ‘novo mundo’, que é o design, para nós brasileiros.
Vou reproduzir logo abaixo um artigo escrito pela jornalista e curadora especializada em design, Adélia Borges – ela, inclusive, é responsável pela acasa.org, braço do Museu da Casa Brasileira, que identifica e valoriza por esse Brasil artesanato e design – publicado no jornal Economia Criativa, que o SPFW distribuiu para poucos durante a edição de inverno.

Mais atenção ao criativo

Estamos falando de Economia Criativa, mas falando muito sobre o substantivo “economia” e pouco sobre o adjetivo “criativa”. Tivemos de refletir sobre um comportamento que é nosso e de vários outros países do hemisfério sul, que é o complexo de inferioridade, de povo colonizado. Segundo a expressão muito interessante de um antropólogo, somos caracterizados pelo torcicolo intelectual: ficamos sempre olhando lá fora para procurar as luzes, as chamadas tendências.
Todos os casos de sucesso, porém, que foram citados neste debate – Havaianas, Natura, Embraer, H. Stern, Marco Pólo -, são exemplos de empresas que olharam para o mercado. A Embraer, por exemplo, desistiu de tentar copiar as altíssimas tecnologias das empresas aeronáuticas estrangeiras, desenvolveu-se para o mercado interno e acabou atendendo ao externo também. A empresa teve a capacidade de ver os problemas – por exemplo, as pistas de pouso precários do Brasil -, e, a partir desse momento, foi fácil encontrar a solução.
Temos de prestar atenção quando falamos em criatividade, em formulação de conteúdos, pois temos uma enorme riqueza em nosso país, que é a inventividade do nosso povo.
Acho que está havendo uma revolução atualmente na América Latina, que é a união entre design e artesanato. Tenho visto iniciativas fantásticas de requalificação de objetos, de inserão de comunidades inteiras em condições pelo menos razoáveis de vida, de desenvolvimento de capacidades criativas locais, com base em matérias-primas locais, em patrimônios e técnicas de produção locais que, além de tudo, exigem investimentos muito baixos.
Nessa questão do artesanato e do design, a relação custo-benefício é altíssima e eua cho que deveríamos atentar para essa riqueza que está explodindo não só no Brasil, como em vários países latino-americanos.

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Criação da designer Flavia Pagotti, que será apresentada na Paralela Gift

mercedes

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~ por namidia assessoria de comunicação em 26 fevereiro, 2008.

2 Respostas to “Valorizando o design”

  1. Meninas, só agora que tou trabalhando com imprensa internacional que consegui ter uma dimensão melhor do que significa nomes como Havaianas, Hering e São Paulo Fashion Week / Fashion Rio lá fora. As vezes parece que os gringos sabem mais sobre essas marcas do que sobre futebol e carnaval! Muitos que vem levam embora quilos de havaianas, felizes porque encontraram o presente perfeito para qualquer um: da editora de uma das Vogues européias até a sobrinha mais nova. Mas tem alguns nomes que não são conhecidos aqui – mas que bombam lá fora – e que merecem ser destacados: a marca Lucidez Brasil (www.lucidezbrasil.com), que com roupas lindas mas sem frescuras exporta igual água mineral no deserto e a Mestres. Essa última é uma grife só com roupas inspiradas em capoeira, que lá fora estão super em cima: http://www.mestres.com.br. Para quem não conhece, vale ficar de olho!

    Beijos,
    G.

  2. A TODOS OS INTERESSADOS EM MONTAR LOJAS OU QUIOSQUES HAVAIANAS
    *****************************************************************
    Muitas empresas anunciam que comercializam havaianas, entretanto, poucas são especialistas na área, e podem ter certeza, esse ponto é primordial.
    Embora a nomeação oficial seja recente, atuamos com a marca há muitos anos, tanto que hoje, no que diz respeito a mix da linha somos o maior do Brasil, e no que diz respeito a volume, provavelmente, somos o segundo.
    Vejamos alguns pontos que nos colocam nestas posições :
    1. Mantemos estoque de toda a linha liberada para os Distribuidores regionais, o que gira em torno de 30 modelos, por exemplo:
    Havaianas High Light, High Look, High metalic, High Flowers, Slim Butterfly, Slim Season, Flash Tresse, Sunny, Wave, Candies, entre outros.
    2. Trabalhamos no sistema de pronta-entrega, ou seja, em cinco dias úteis, seu pedido será entregue.
    3. Dentro de toda a linha, abrimos grade, ou seja, voce pede os numeros que desejar, em 47(quarenta e sete) variações.
    4. Garantimos o fornecimento de toda a linha durante o ano todo.
    5. Fornecemos todo material necessário para que voce monte sua loja ou quiosque, tais como : display, ganchos, material de propaganda.
    6. Treinamos seus funcionários.
    7. Acompanhamos a venda em seu comércio no que diz respeito a modelos, cores, grades, o que faz com que possamos garantir 100% do giro dos modelos que colocamos.
    8. Realizamos visita quinzenal, o que lhe proporciona maior giro e atualização dos modelos.
    9. Logisticamente, contamos com uma grande frota de veículos e pessoal, o que faz com que nossa entrega seja ágil e eficiente garantindo seu faturamento.
    10.Contamos com apoio integral do fabricante.
    Marque uma visita através do e-mail chagasrepresentacoes@hotmail.com ou através dos telefones 11-3294-7154 ou 11-8922-0750.
    PS: atendemos as seguintes regiões : São Paulo capital e grande São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Paraná.

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