Corra para não perder Duchamp

Corra para conferir os últimos dias da exposição do Marcel Duchamp (até dia 21 de setembro, de terça a domingo e feriados, das 10h às 18h), que acontece em São Paulo. É a maior exposição da obra do artista francês naturalizado americano já realizada na cidade, e marca os 60 anos do MAM, Museu de Arte Moderna de São Paulo. O título da exposição: “Marcel Duchamp: uma obra que não é uma obra de arte” vem de uma citação do próprio. A exposição está focada na produção de 1913 até sua morte, em 1968, período mais radicalmente questionador de sua obra.

Em 1948, Duchamp chegou a fazer o projeto de uma exposição de artistas americanos (que nunca chegou a se concretizar) para a inauguração do próprio MAM. No entanto, a única exposição sobre Duchamp que aconteceu em São Paulo, foi há mais de 20 anos. Em 1987, a cidade recebeu, na 19ª Bienal Internacional de Arte, uma mostra com 75 obras do artista.

Para Elena Filipovic, curadora do evento, Duchamp seria o primeiro “artista-pensador”. Sua idéia de que o mais importante não é a técnica do artista, que deve ser capaz de fazer muitas coisas, mas a idéia contida pela obra influenciou diversas gerações de artistas posteriores.

A consciência do entorno da obra e sua maneira de exibição são preocupações do artista que a exposição explorou na seleção de trabalhos e na arquitetura da montagem. Apesar da existência de uma quantidade substancial de peças originais, a curadora quis brincar com essa questão principal de Duchamp, com sua fascinação pela reprodução, pela réplica e pelo questionamento do status da obra de arte.

O próprio Duchamp fez réplicas de trabalhos seus (os ready-mades, por exemplo), além de “validar” cópias feitas por outros com sua assinatura. Na verdade, qualquer ready-made que se vê num museu hoje é uma réplica, pois os ready-mades originais não existem mais, foram todos perdidos ou destruídos. “Lembro de um episódio da biografia de Duchamp, em que um amigo pergunta para ele: ‘mas por que você assina qualquer coisa que mostram para você?’. E ele responde: ‘É porque desvaloriza o original’.

Por: Gabriela Cassaniga Busato

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~ por namidia assessoria de comunicação em 5 setembro, 2008.

Uma resposta to “Corra para não perder Duchamp”

  1. Olá, Gabriela
    Meu nome é Claudia, trabalho na editora Universitário. Gostaria de saber se a imagem acima é de sua autoria.
    Peço, por favor, a gentileza de responder em meu e-mail claudia.alves@universitariobrasil.com.br

    Obrigada!

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