Uma flor nasceu na rua

A linha verde do Metrô resolveu presentear seus usuários com poesias de escritores em língua portuguesa. Paredes foram adesivadas com trechos selecionados de poetas consagrados como Camões, Olavo Bilac, Sá de Miranda, Augusto dos Anjos e Oswald de Andrade, com o intuito de difundir arte e provocar interesse pela leitura – e conseguindo, de quebra, tornar o percurso uma viagem.

Emerjo na Vila Madalena e Drummond me lembra que nosso destino é amor sem conta (o que pode uma criatura senão, entre criaturas, amar?) e começo o dia tendo isso em mente. Na volta, a mesma estação me brinda com Pessoa, advertindo que, quando quiser tirar a máscara, talvez ela esteja pregada à cara – sigo feliz por não haver no mundo mais metafísica senão chocolates.

A idéia é que, ao longo de 2010, o projeto se estenda para todas as estações do sistema – ótima notícia para quem, como eu, vai além do Paraíso.

Thiara

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~ por namidia assessoria de comunicação em 23 fevereiro, 2010.

Uma resposta to “Uma flor nasceu na rua”

  1. Tenho relutado em deixar comentários, pq, como fã dessa moça, posso parecer tendenciosa….mas daqui, longe das poesias do metrô e das demais novidades desta grande cidade, nada melhor do que sentir a delícia das pequenas surpresas do dia-a-dia pela sua descrição. Thi, adoro os seus posts….adoro, adoro, adoro!

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