O poder da palavra

 

 

Você já parou pra pensar no poder que um livro tem? Lembro até hoje daquele que me tirou do lugar, que me levou pra outro tempo, outra condição, nas sensações que ele despertou em mim. E todo fim de ano, quando sento pra fazer minha listinha de desejos para o ano que vai chegar, o item – LER MAIS – é quase que automático. Juro que estou tentando…

Hoje comecei um novo. Costumo, na verdade, ter uns quatro ao lado da cama. Porque, não sei você, mas eu sou uma mulher de fases, de humores. Uma noite prefiro comédia, na outra biografia, na outra romance….mas voltando ao novo livro. CARTAS A UM JOVEM POETA, de Rainer Maria Rilke (são as cartas trocadas com um outro jovem poeta – Franz Xaver Kappus, entre 1903 e 1908), tem tradução de Paulo Rónai e de Cecília Meirelles. E foi ela quem me tirou da órbita, por hora. Cecília assina o prefácio também. E por ele comecei a me apaixonar, a me emocionar, enquanto a comidinha do almoço não chegava. Assim:

…uma vez que a parte formal da arte acaba sempre por se realizar, quando atrás dela há uma imposição total de vida transbordante. Por isso, aplica-se valorizar, aos olhos de Kappus, a necessidade de um mundo interior; de uma clarividência; de um gosto da solidão, constante e inteligente; de uma visão diversa do amor; de uma ternura pela natureza e pelos mínimos aspectos das coisas; de uma paciência interminável; de uma aceitação leal de todas as dificuldades; de uma fidelidade à infância; de uma expectativa de Deus; de uma compreensão mais humana da mulher; de uma disciplina poética humilde e vagarosa. Mas sobretudo a solidão assume, nessas cartas, um caráter de heroísmo e de magnificiência – a ponto de poder dizer que o homem solitário pode preparar muitas coisas futuras porque as suas mãos erram menos…

Nas próximas 100 páginas quero ser HUMILDE E VAGAROSA.

mercedes

Só pra constar: o primeiro livro que me pegou em cheio foi Capitães de Areia, de Jorge Amado. Recentemente, Minha Querida Sputnik, de Haruki Murakami me levou ao Japão e à Grécia, sem fôlego. E paralelo a Cartas A Um Jovem Poeta estou relendo Balzac e a Costureirinha Chinesa, de Daí Sijie. Avassalador.

 

 

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~ por namidia assessoria de comunicação em 12 abril, 2011.

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