O TOM DA SEDUÇÃO

“O único objeto completamente imóvel no salão era um enorme divã, sobre o qual duas jovens mulheres flutuavam como se estivessem num balão ancorado. Trajavam ambas de branco, e seus vestidos ondulavam e adejavam como se elas tivessem acabado de pousar ali, após um breve vôo em torno da casa… A mais jovem das duas me era desconhecida. Estava estendida sobre o divã, completamente imóvel, o queixo um tanto erguido, como se equilibrasse sobre ele algo que estivesse a ponto de cair… A outra jovem, Daisy, fez menção de levantar-se; inclinou-se ligeiramente, com expressão grave; depois, riu – um risinho absurdo, encantador – e eu também ri, ao entrar na sala… Tornou a rir, como se tivesse dito algo muito espirituoso, e ficou um momento a segurar-me a mão, a fitar-me o rosto, assegurando-me que não havia ninguém no mundo cuja presença lhe causasse maior prazer. Essa era a sua maneira de ser. Insinuou, num murmúrio, que o sobrenome da jovem equilibrista era Baker. (Eu ouvira dizer que o murmúrio de Daisy tinha por objetivo fazer com que as pessoas se inclinassem diante dela… Crítica irrelevante, que nem por isso torna a coisa menos encantadora.)”.

“O Grande Gatsby” de Scott Fitzgerald

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~ por namidia assessoria de comunicação em 22 março, 2012.

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